Rev. Josafá Vasconcelos

Calvino - 01

Esta semana que passou aconteceu a cerimônia fúnebre em homenagem a Michel Jackson. O mundo inteiro assistiu comovido o adeus ao rei da música pop. Com exceção de algumas poucas musicas, quase nada se falou de Cristo e a glória foi toda para o homem.Um moço talentoso, agraciado por Deus com uma bela voz, mas usou tudo para si mesmo, para sua exaltação pessoal e até os atos de caridade mencionados, foi para sua própria glória. Provavelmente muito ainda há de se falar e decantar em versos e prosa a vida tão fútil e desastrosa desse moço infeliz. O mesmo se deu com Elvis Presley e outros. Essa é a característica desse mundo. Exaltar as futilidades. Adorar seus ídolos, santificá-los e canonizá-los e isentando-os de todos os seus erros. Não importa se era homossexual, pedófilo, se gostava de se fantasiar de mulher para os seu amantes, etc. Mas os que viveram e deixaram alguma contribuição de fato útil para a humanidade e a glória de Deus são esquecidos.

Esta semana, mais precisamente sexta-feira, 10 de julho, foi o aniversário de Calvino! Quinhentos anos do seu nascimento. Deus na Sua Providência, trouxe à luz um dos maiores homens que história já conheceu. A grande maioria provavelmente nem se deu conta disto nesta semana. Certamente assistiram o tributo ao jovem que ensinou como se andar pra trás… (caminho da lua!) mas não sabem nada sobre aquele que viveu deixando um legado santo e precioso que nos ensina o “caminho dos céus!

Calvino - 02

A publicação recente da Casa Editora Presbiteriana das Cartas de João Calvino, na introdução lemos: “ Poucos grandes líderes cristãos têm sofrido tanta incompreensão com João Calvino. Tem sido como repudiá-lo Omo teólogo desprovido de humanidade. Na verdade, o oposto total disso está bem mais perto da verdade… Calvino foi home de afetos profundos e duradouros, apaixonadamente preocupado com a causa de Cristo no mundo; alguém que se inflamou e se consumiu pelo evangelho. Mas essa imagem de Calvino como homem e pastor é quase sempre desconhecida em razão da falta de conhecimento de seus escritos. O retrato verdadeiro transparece em seus comentários e sermões, revelando-se, amiúde, na sua famosa obra Institutas da Religião Cristã, quando lida criteriosamente. Calvino pregava em média cinco vezes por semana e escreveu material suficiente para preencher 48 volumes. Suas cartas foram destinadas a reis e príncipes, reformadores, nobres e pessoas do povo…revelando zelo evangelístico e sendo da autoridade fina de Deus e de Sua Palavra.”

“We are the world we are the children…we are he one’s that make a better day”… Calvino diria a mesma coisa, só que em vez de “Let start giving” que quer dizer começar doando, seria, começar crendo, vivendo e obedecendo a Palavra de Deus. Esta é a única forma de fazer alguma diferença neste mundo.

“Em 27 de maio de 1564, Calvino partiu para receber o galardão eterno. Foi sepultado sem cerimônia no cemitério, em cova não identificada, de maneira que meses depois, quando alguns estudantes estrangeiros pediram para vê-la, não pode ser localizada em meio as iguais. Na morte, assim como na vida, seu alvo era seguir aquele que a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo”. Bem diferente do caixão de ouro e da cerimônia pomposa do astro triste que partiu.

Texto Publicato no Boletim No. 98 (PDF)

QUINHENTOS ANOS DO NASCIMENTO DE CALVINO
(10 de Julho de 1509 (10 de Julho de 1509)